MAIO COOPÉ

Maio Coopé fundou o seu grupo Djumbai Djazz corria o ano de 1999, em Lisboa, como um projeto de pesquisa intencionado a revisitar os ritmos ancestrais na sua história pessoal com a sua Guiné-Bissau natal. Maio cresceu imergido na rica e diversa cultura do país, etnicamente diferenciada e com tradições populares milenares, tais como músicas cerimoniais usada em funerais, iniciações e outros rituais, originadas e preservadas especialmente pelas comunidades Balanta e Mandinga, e a comunidade insular animista que ainda resiste no Arquipélago dos Bijagós. Habituado em criança às reuniões noturnas junto dos mais velhos, ao redor da fogueira, para ouvir histórias a serem contadas e canções cantadas.

 

Foi nesta atmosfera que Maio Coopé, cantor, músico e compositor, encontrou brechas para se transformar em nome importante na música da Guiné-Bissau, País formado por 43 etnias e com grande diversidade cultural, Guiné-Bissau é o caldeirão que Maio vem bebendo desde pequeno.

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Djumbai Djazz centrou-se assim em estilos tradicionais guineenses como o Ngumbé, Brocxa e Djambadon, mas o repertório da banda denota a influência de outras sonoridades da África Ocidental, revelador da vontade do seu líder em oferecer uma proposta consequente com a perspetiva de Maio sobre o que lhe interessa ser a expressão de um músico imigrante africano lusófono em Lisboa na atualidade, tendo em conta a diversidade do público para o qual toca regularmente.

 

Apresentou-se na União Soviética em 1977 e 1980, fez Espectáculos em Amesterdão (Tropmuseu), Roterdão (Paradiso) e Estocolmo (Tropicana). Com os Gumbezarte, trabalhou a sua música depois de uma extensa pesquisa sobre a cultura musical das várias etnias do seu País e junto ao Canadense Silvam Panatom, registou as suas canções.

Maio Coopé foi vencedor de vários festivais na Guiné-Bissau: 1984 Festival Descoberta de Novos Talentos 1985, Festival de Mandjuande (Música Tradicional), 1986 Festival de Nopintcha (Música Moderna), 1988 Festival Agitu Tem Cu Tem (Temos que arranjar jeito). Durante a década de 80 fez várias digressões nacionais pelo interior da Guiné: Bafata, Gabu, Bissorá , Sonako, Pirada, Boe, Farim, Manssoa, Cacheu, Cachungo, Buba, Catio, etc.. Nos anos 90 faz também apresentações na Alemanha ( Berlim), durante o Festival Lusomania, onde se apresentaram também Chico Science, Nação Zumbi e Margareth Menezes. Grava o disco “Camba Mar” com o seu grupo Gumbezarte. A sua música fala sobre do seu País e dos opressores colonizadores, o dico lançado através da editora “Lusafrica” revela-se um sucesso e é apontado pela crítica internacional como um dos melhores artistas a surgir em Bissau. Maio inicia uma extensa digressão pela Europa, por vários festivais conceituados como: La Villete (França), Sfinks (Bélgica), Rambout Festival e Nordezem na Holanda, Expo 98 em Lisboa, etc. Em 2000 é convidado para o festival de músicas do mundo Strictly Mundial em Zaragoza (Espanha), onde a música “Pelele” é selecionada para participar na compilação do Fórum Europeu de Festivais de World Music, e onde inclusive o Artwork do disco é criado por Maio. Em 2004 volta ao Brasil com os Djumbai Jazz no âmbito do projeto “ Na Ponta da Língua” onde atua em várias cidades do Estado de Minas Gerais. Tem colaborado com vários artistas Lusófonos, e gravou com vários artistas de cabo-verde na compilação “Ayan” da editora “Praia Records”.

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